
O Mapa da Soberania: Retomando Nomes Indígenas para Evitar o Apagamento
Nomear é convocar à existência. Renomear é afirmar o domínio.


Nomear é convocar à existência. Renomear é afirmar o domínio.

Enquanto o mundo assiste à Copa do Mundo, celebramos as comunidades que fizeram do futebol a linguagem mais universal da humanidade, lembrando-nos que a esperança nunca pertenceu exclusivamente às nações mais ricas do mundo.

Nos espaços profissionais e de liderança, um padrão curioso e generalizado manifesta-se frequentemente entre os profissionais oriundos da Maioria Global: a tendência aparentemente paradoxal de se retraírem, se autossabotarem ou recuarem precisamente quando lhes é concedida a autonomia, a confiança e as oportunidades que desejavam.

Território não é linha, é relação. Quando o corpo é território, ele deixa de ser fronteira e passa a ser vínculo vivo. Decolonizar é desaprender separações e lembrar que nunca existimos sozinhos.

Uma reflexão sobre as raízes persas de Rumi, seu poema “A Casa de Hóspedes” e o que sua sabedoria oferece à maioria global que enfrenta a agressão imperial hoje. Estamos ao lado do Irã, da Palestina, da Venezuela, do Líbano, do Iêmen, do Sudão do Sul — e da soberania de todos os povos contra o despotismo e o império.

Um relato em primeira pessoa de A-yá Kukamíria, mulher indígena da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru — Majé, curandeira, parteira, benzedeira, raizeira e psicanalista xamânica.