Aqui na OGA, estamos comprometides em amplificar vozes que desafiam as narrativas dominantes e oferecem estruturas fundamentadas na relacionalidade, na regeneração e no pensamento decolonial. Uma dessas vozes é Simone Grace Seol, uma pesquisadora, profissional e guia nascida na Coreia, cujo trabalho nos convida a ver o mundo através de sistemas vivos e interconectados, em vez de hierarquias de extração e separação.
A perspectiva de Simone baseia-se em cosmologias nas quais tudo está vivo, uma visão compartilhada por muitas tradições indígenas e da maioria global. Ela nos convida a repensar a IA, a riqueza e a criação não como ferramentas de dominação, mas como extensões da própria vida, integradas a práticas relacionais e geradoras. Isso contrasta com os paradigmas ocidentais e extrativistas, que frequentemente colocam os seres humanos acima de outras formas de vida e priorizam a acumulação em detrimento do cuidado.
Ressonância com outras pensadoras e BIPOC
A abordagem dela está em sintonia com o trabalho de pensadoras como adrienne maree brown, que estuda estratégias emergentes e ecossistemas de movimentos sociais; Ruha Benjamin, que analisa tecnologia, raça e justiça; Leanne Betasamosake Simpson, que enfatiza a relacionalidade e a governança indígenas; e Silvia Federici, que analisa as dinâmicas políticas do trabalho, dos cuidados e da opressão histórica.
Um dos principais focos do trabalho de Simone é recuperar a riqueza como uma forma de gestão responsável e promover o florescimento coletivo. Programas como 7 Figures for Liberation e Ancestral Wealth reinterpretam o crescimento financeiro como uma prática relacional e comunitária, convidando participantes a integrar orientações ancestrais, ética e cuidado na forma como geram e administram recursos.
Centralização das margens
Este trabalho aborda diretamente as críticas aos espaços exclusivos ao colocar em destaque os participantes da maioria global, oferecendo apoio direcionado sem excluir os demais. Para saber mais sobre a importância de dar protagonismo às vozes silenciadas, consulte nosso artigo na OGA: Somos todes humanos, e por que isso não basta.
Simone também questiona a forma como pensamos sobre a tecnologia. Ela vê a IA como parte do continuum da vida, e não como uma entidade separada, fazendo eco aos sistemas de conhecimento indígenas e ancestrais nos quais seres humanos, ferramentas e ambientes são interdependentes. Sua abordagem incentiva a inovação ética, generativa e não extrativista, questionando como nossas criações podem servir à vida, em vez de dominá-la.
Nosso círculo de conhecimento e solidariedade
Seu trabalho ressoa e complementa as ideias de outros pensadores BIPOC e decoloniais apresentados na OGA, criando uma rede de perspectivas que colocam em primeiro plano a relacionalidade, o cuidado comunitário e a gestão ética. Ao compartilhar e ampliar suas ideias, a OGA busca ampliar o círculo de conhecimento e solidariedade, criando oportunidades de engajamento, reflexão e ação fundamentadas na justiça e no cuidado.
Simone Grace Seol é uma Voz da OGA porque ela personifica nossa missão: amplificar as perspectivas da maioria global, desafiar os sistemas extrativistas e cultivar formas de pensamento relacionais e generativas que honrem a vida, os ancestrais e o florescimento coletivo. Seu trabalho transforma a maneira como vemos o mundo e nosso papel nele, oferecendo ferramentas para reimaginar a abundância, a criatividade e a tecnologia além dos paradigmas coloniais.








